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- Eu nunca gosto de nada, e gostei tanto de você. 
- É?
- Droga.
- O quê?
- Eu falando de gostar.
- E daí? 
- E daí que vai acontecer tudo de novo. 
- O quê?
- Vou sentir demais, falar demais, escrever demais. E você vai embora.

Sentia como se não sentisse nada, mas isso também é sentir, não é? Confuso, muito confuso. Não sei dizer que partes de mim sentiam o vazio; parecia que eram todas. Nesta altura eu já nem sabia mais o que era parte de mim e o que não era. Talvez tudo fosse - o corpo, a alma, a memória, a vida -, talvez nada fosse. Transitava entre o saber do vazio e o não saber o que preenchia o vazio. Mas, calma, se o vazio é preenchido, por que é vazio? Esse tal de vazio me complica demais! Ah, deixa o vazio para lá. Vou me encher de muito que o nada me corteja fácil demais.
Gute Nacht

s.

Mantendo minha fé sei que um dia eu chego lá.

     

“Longe ou perto eu sempre vou te amar, pois em você encontrei um motivo pra ser feliz um dia”